Ao longo desta obra, os problemas com que as diversas personagens se deparam muitas vezes não são resolvidos da forma mais lógica, mas sim de acordo com que o mais forte quer. Os mais fortes, os “superiores”, os que estão no poder, são os que decidem pelos mais fracos, quer estes gostem quer não. Exemplos destas situações surgem por toda a obra, onde a justiça é aplicada de forma a agradar os que a aplicam e onde se nota o medo dos fracos perante os mais fortes. Quer seja por o opressor ser maior em termos de dimensão, quer seja pelo facto deste ter o poder, no fundo são estes que decidem. O medo é a sua forma de controlo e usam-no para forçar as pessoas a obedecerem.
Em Alice no País das Maravilhas há situações em que se verifica que os outros obedecem ao Rei e à Rainha ou a Alice por estes terem o poder ou por causa do seu tamanho (como mostra na página 60, em que a própria Alice reconhece que, ao aumentar de tamanho, assustaria todos os outros, pois seria vista como um perigo). Há outras situações semelhantes, como a da página 23, no poema do crocodilo. Neste poema, na segunda quadra, o crocodilo “ri de mansinho” com uma “risonha bocarra” enquanto “estende as suas garras a receber os peixinhos”, ou seja, ri-se da desgraça dos mais fracos enquanto se ri da sua fortuna e o que ganha à custa destes.
Este exemplo, contudo, não é o único e pode-se encontrar outro na página 35. Nesta parte, o Rato conta a Alice a razão pela qual odeia gatos e cães através duma história sobre o que lhe aconteceu. Fúria, uma cadela, acusou o Rato de injúria capital e queria levá-lo a julgamento, mas para tal julgamento acontecer seria preciso haver juízes e jurados. Solução? A cadela serviria como juíza e jurada e assim o julgamento poderia ter lugar… Mas isto não é justiça, mas sim mais um exemplo dessa injustiça. A cadela sendo mais forte e maior que o Rato, tem o poder total, e por isso controla todos os factores que vão influenciar o destino do Rato. Porque quer, porque pode e porque nada a impede. Tendo o poder, o Rato nada pode fazer a não ser contestar, porque independentemente da sua vontade, a escolha será sempre do mais forte.
A única razão pela qual os mais fracos obedecem aos mais fortes deve-se pura e simplesmente ao medo que têm do que lhes possa acontecer e tudo farão para que lhes seja poupada a vida, mesmo que isso implique serem desonestos. Na página 84, três jardineiros da Rainha mentem para não sofrerem as consequências de terem falhado na sua missão. Tinham como objectivo plantar uma roseira de rosas vermelhas a pedido da Rainha, mas por erro, plantaram uma roseira de rosas brancas. Para não sofrerem as consequências deste erro, pintam as rosas de vermelho na esperança de a Rainha não descobrir. Um erro é o suficiente para causar o pânico, porque devido a esse erro, a Rainha pode castigar os jardineiros. A mentira seria a única maneira de escaparem a um destino que poderia ser fatal. Na verdade, a Rainha só tinha uma maneira de resolver todos os problemas… Mandar cortar a cabeça de alguém. Prova de que o poder permite qualquer coisa. A Rainha pode aproveitar-se de quaisquer privilégios que acompanhem o poder. Só alguém com tanto ou mais poder que a Rainha é que a poderia contestar e ganhar numa “luta de poder” (como acontece quando o Rei permite que alguém que foi condenado à morte pela Rainha, seja ilibado, e quando a Alice cresce ao ponto de poder contestar a própria Rainha).
Esta solução da Rainha para todos os problemas é comprovada pela autora na página 92, quando o Rei se quer livrar do gato e pede à Rainha para o ajudar. Como sempre, a Rainha manda cortar a cabeça ao gato. Aliás é possível ver a frequência com que a Rainha manda executar alguém. O uso e abuso do poder, em qualquer altura. A Rainha fazia o que quisesse incluindo mandar matar todos os que se encontrassem ao pé dela, como se vê na página 94. A Rainha irritada com a situação do gato, ameaçou mandar matar todos, quer tivessem culpa ou não. Isto só serve para mostrar que a Rainha faz o que quer sem precisar de razões para tal. Aliás as pessoas que iriam ser executadas mostravam ansiedade, o que só prova que a Rainha era bem capaz de usar o seu poder para cumprir a sua “promessa”.
Mas com o poder vem a fome. A fome pelo poder. Os que têm o poder têm o controlo, mas querem sempre aumentar este mesmo poder e fazem questão de que se saiba, de forma a usarem o medo como meio de controlo. Página 111, o poema fala de um Mocho e de uma Pantera que iam comer uma empada. Contudo, a massa, o molho e o recheio são da Pantera e ao Mocho só lhe calha o prato e ainda assim conseguiu-o com sorte. Sendo a Pantera mais forte que o Mocho tem a hipótese de ficar com tudo e o Mocho tem de se contentar com pouco. Ainda fica com uma colher, supostamente por caridade, mas ainda assim é só uma forma de gozar com o mais fraco. A Pantera oferece uma colher como se de algo sagrado se tratasse, enquanto que aquilo de que o Mocho mais precisa, a comida, fica para a Pantera. Mas a fome do poder não acaba aqui, pois a Pantera não fica satisfeita com o que já tem e por isso decide comer o Mocho. Ou seja quando já tudo tirou ao Mocho, decide tirar-lhe a própria vida e nenhum obstáculo o impede. Razão? Porque quer e pode.
E como fazem o que querem, até podem saltar a parte do explicar a razão pela qual o fizeram, como acontece, por exemplo, na página 117. Mal começou o julgamento sobre quem teria roubado as tartes da Rainha, já o Rei queria saber o veredicto. Ainda só se sabia qual a acusação, mais nada, e já o Rei queria saber se o acusado era culpado ou não. Ele não precisava de ouvir nada para saber o que decidir, bastava saber o que queria fazer do suposto culpado.
Ainda assim o julgamento continua, mas quando recebem uma suposta prova, o Rei aproveita todas as oportunidades para culpar o acusado. Esta prova é um conjunto de versos dentro de um envelope, o qual o Rei afirma ser do acusado, mesmo sem provas de tal, nem uma assinatura, nem nada escrito no envelope, só o poema na folha. Ainda assim o Rei afirma que a carta é do acusado, e que se não está assinado, então é porque não tinha boas intenções. Para o Rei isto eram razões suficientes para o culpar.
O Rei, em vez de ler o poema todo e tentar percebê-lo, lê verso a verso de forma a arranjar mais “provas” com que o acusar, mesmo que este não tenha escrito o poema. O Rei já não precisava de mais provas, pelo que pediu que apresentassem o veredicto. Mas a Rainha queria primeiro a sentença e depois o veredicto (mais uma demonstração de que não eram necessárias nem provas nem razões para fazerem o que quisessem). Houve contudo contestação por parte de Alice. Mas como podia ela contestar a Rainha, se não possuía o poder? Fácil, Alice agora era muito mais forte que a própria Rainha. Ao longo do julgamento tinha crescido de tal forma que já era considerada gigante por quem se encontrava no tribunal. A Rainha mandou executar Alice, mas nada foi feito, porque a Rainha já não detinha o poder que pertencia agora a Alice. Alice metia mais medo do que a Rainha pelo facto de agora ter mais poder e mais força. Os servos da Rainha já não lhe obedeciam. Na verdade nunca lhe obedeceram por lealdade, mas sim por terem medo do que lhes podia acontecer. E agora, tinham mais medo de Alice.
O controlo do mais forte sobre o mais fraco não é uma questão de lealdade, nunca foi, nem uma questão de respeito, só medo, não existe mais nada. Só quando este medo deixa de existir é que o mais forte pode ser derrubado. Não tendo mais nada para controlar os fracos, o mais forte perde tudo e a ganância acaba por ser responsável pela sua queda. Quando Alice contesta, logo a seguir ofende os servos da Rainha dizendo que eles não passam de um baralho de cartas, não são nada comparados com ela. Sempre foi assim, os mais fortes pensam sempre que são mais que os outros, mas quando os supostos “inferiores” se fartam, quando chega ao ponto de ruptura, ultrapassam o medo e derrubam o poder, como derrubaram Alice quando esta pensou que era mais que eles. Juntaram-se e derrubaram-na.
Este livro, para além de um conto em si, é também uma metáfora. Uma metáfora que mostra a ilusão que se encontra mesmo à nossa frente ou então uma metáfora que representa o medo que temos de contestar o poder. Verifica-se claramente, durante toda esta obra, que o poder tira e tem o que quer, tudo para proveito próprio. Mas esta felicidade tem como consequência a desgraça dos mais fracos, que nada podem fazer a não ser contentar-se com o que lhes sobra ou então enfrentar as consequências. O medo, no entanto, é mais forte que alguns e impede-os de agir e tentar acabar com este abuso de poder.
Isto acontece na realidade, quer as pessoas reparem ou não. A única diferença é que quando reparam, o medo ou impossibilidade de fazerem algo impede-os de se oporem e tudo acaba por ficar na mesma. É este medo que controla o mundo e que é usado pelos detentores do poder.
Alunos do 12ºB da Escola Secundária Quinta do Marquês, em Oeiras, no ano lectivo de 2012-13
segunda-feira, 2 de maio de 2011
As relações de Alice consigo mesma e com os outros
Desde o início do livro Alice no País das Maravilhas, da autoria de Lewis Carroll, que reparamos no quanto a personagem principal (Alice) é diferente de todas as outras. Ao longo da obra, Alice vai formando relações com as outras personagens, umas boas e outras más, e também consigo mesma.
No capítulo I, Alice encontra-se à beira-rio com a sua irmã quando vê um coelho branco a passar. Não fica impressionada ao ouvir o coelho a falar. Aliás, naquele momento achou tudo muito natural, e a única coisa que a espantou foi o facto de ele conseguir ler as horas. Segue-o para a sua toca e cai lá dentro.
Alice chega a um átrio rodeado de portas, todas elas fechadas e apenas uma, de 30 centímetros, com a chave para abri-la. Neste átrio, há uma mesa no centro com um frasco em cima a dizer “bebe-me”, e é isso que ela faz, começando assim a diminuir de tamanho. Esta situação deixa-a nervosa porque, se não parar de diminuir, poderá vir a desaparecer como a chama de uma vela. Caminhou para a porta, apenas para descobrir que se esquecera da chave em cima da mesa. Começou a chorar, mas depressa se recompôs, ralhando consigo mesma como se estivesse a ralhar com alguém que não ela, pois gostava de fingir que era duas pessoas. Contudo, naquele momento, ela achava que não valia a pena fingir, pois mal chegava para fazer uma pessoa respeitável.
Neste capítulo podemos ver o quanto Alice pode ser dura consigo mesma, distanciando-se tanto de si mesma que chega a imaginar que é duas pessoas em vez de uma, pondo em questão a pergunta “o que sou eu?”.
Mas esta não é a única dúvida que surge na história, como podemos ver no capítulo II, quando Alice, devido ao facto de se sentir estranha e diferente, pensa que foi trocada por uma menina da sua idade, surgindo assim a pergunta “quem sou eu?”.
Com estes exemplos podemos ver como Alice se relaciona consigo própria, mas a maior parte da acção decorre enquanto Alice está a interagir com outros, deixando transparecer a sua verdadeira personalidade.
No capítulo IV, o coelho branco confunde-a com a sua criada e manda-a ir buscar um par de luvas e um leque. Noutra situação, Alice acharia o coelho inofensivo mas, devido ao facto de estar com um tamanho mais pequeno que o normal, assustou-se e obedeceu-lhe imediatamente, sem sequer lhe corrigir o erro, o que mostra uma ligação evidente entre o seu tamanho e a sua coragem.
Alice é uma rapariga teimosa, que não gosta de ser contrariada, e que faz as coisas à sua maneira quando acha que os outros estão errados, aspectos estes que estão presentes em muitas partes da obra, como no capítulo VI quando a Duquesa diz que há muita coisa que Alice não sabe, fazendo com que esta ficasse chateada, ou no capítulo VII quando a Lebre de Março e o Chapeleiro lhe dizem que não há lugar para ela mas, vendo cadeiras vazias, senta-se à mesma. Ao fazerem reparos pessoais, Alice riposta fazendo comentários bruscos, perdendo a paciência e mostrando antipatia para com as personagens que acabou de conhecer e calando-se quando não encontrava respostas para as questões deles.
Avançando para o capítulo VIII, Alice conhece o rei e a rainha. Ao ver que eram apenas um baralho de cartas, responde-lhes rudemente e com temeridade, sem medo das consequências, dando a entender que, quando se encontra frente a frente a alguém que não seja intimidante, deixa a sua vergonha de parte e torna-se defensiva e antipática, sabendo que desta atitude não virá nenhum mal. Embora aja desta maneira, muitas vezes sem sequer se dar conta, também tem um lado bondoso, demonstrado pela sua vontade de ajudar os habitantes daquele País a escaparem à rainha e à sua mania de cortar cabeças e a sua tentativa de fazer com que o tribunal julgasse o Valete justamente.
Em conclusão, nesta obra de Lewis Carroll a personagem principal cria relações peculiares consigo mesma e com os outros, fazendo assim com que consigamos ver a sua personalidade a desenvolver-se de uma menina teimosa, cheia de dúvidas sobre si própria, que não consegue ganhar a amizade de ninguém, para uma jovem temerária e algo altruísta, transformação esta que marca, na minha opinião, a sua passagem da infância para a adolescência.
Alice e a Justiça
“Alice no País das Maravilhas” é um livro um pouco peculiar. Digo isto porque, ao decorrer desta obra encaramos variadíssimas situações que evidenciam o que nós acreditamos ser a “realidade”. Uma destas situações é o conceito de justiça. A Justiça no mundo de Alice, ao contrário da realidade, é uma acção exercida por alguém em poder, ou seja, alguém superior a todos. Por outras palavras, o Rei ou a Rainha (na obra “Alice no País das Maravilhas) é que decidem a condenação do sujeito e não com a utilização de grupos de Jurados para ajudarem estes a chegar a uma decisão.
Na minha opinião, as técnicas jurídicas utilizadas nesta obra são de certa forma injustas e egoístas. Isto porque, se por exemplo um sujeito for de facto inocente de violar uma certa lei da sociedade, a pessoa com poder é que decide, mesmo se este for inocente. Esta liberdade que O Rei e a Rainha de copas possuem na obra, vai permitir que estes “inventem” as leis que quiserem sem consequências para condenar o sujeito em depor. Podemos verificar isto a acontecer no Capítulo 12 – “O Depoimento de Alice”: - “ (…) Nesse momento, o Rei, que estivera ocupado a apontar qualquer coisa no livro, pediu silêncio e leu em voz alta: - Regra número quarenta e dois: Todas as pessoas que tenham mais de mil e quinhentos metros de altura deverão abandonar o tribunal (…)”. Neste excerto, o Rei (para seu próprio beneficio) inventa naquele preciso momento, em que Alice está em depor, para a fazer sair do tribunal.
O Rei e a Rainha, ao longo do tribunal, vão chamando várias pessoas para o depoimento para as interrogarem, mas isto não os vai ajudar a decidirem a condenação do Valete. Isto porque, eles sabem que estão superiores aos outros e que têm poder, ou seja, não querem mesmo saber da opinião nem das histórias dos outros, pois o que interessa nesse tribunal é a decisão deles e não a dos outros. Isto é demonstrado no Capitulo 12 – “O Depoimento de Alice”: - “ (…) O Rei empalideceu e fechou o livro, à pressa. – Considerem o vosso veredicto – (…) – Ainda há mais depoimentos, com licença da vossa majestade – (…)”. Neste excerto, o Rei já tinha tomado a sua decisão e queria despachar para o veredicto, porém o Coelho Branco evidencia que haviam mais depoimentos. Isto demonstra como o Rei não quer saber dos depoimentos daquele tribunal. Penso que eles ao utilizarem estes testemunhos, tentam de certa forma esconder um pouco o seu poder de decisão para não aparecer muito transparente e óbvio para o resto das pessoas naquele tribunal.
Quando o Coelho Branco, num determinado momento do tribunal, recebe uma carta sem indicação de quem escreveu e a quem ia ser dirigida a carta, o Rei e a Rainha, tentam culpar o Valete de a ter escrito, só para terem uma prova para o condenarem. Porém, esta carta não era de facto uma prova concreta que evidenciava que o Valete tinha cometido o crime. Mas, como eles queriam mesmo que ele seria castigado, eles inventam ao decorrer do tribunal, histórias e provas falsas (como a carta) para tentar provar aos outros presentes que o Valete era então culpado dos seus actos. Isto acontece no Capítulo 12 – “Depoimento de Alice”: - “ (…) – E a letra é do prisioneiro? – (…) – Ele deve ter imitado a letra de alguém – (…) – Se tu não os assinaste, isso ainda torna a situação pior – (…) – Isso prova a tua culpa! – (…)”. Neste excerto, O Rei e a Rainha, vão dizendo o que lhes vêm à cabeça, ou seja, dizem tudo o que eles acham que puderam ser provas do crime do Valete.
Depois de o Coelho Branco ter lido a carta em voz alta para todo o tribunal, o Rei para explicar à Alice o significado da carta, diz a opinião dele. Por outras palavras, ele comenta a escrita para que a carta fosse utilizada como prova. “ (…) - «E nós sabíamos que era verdade…» Isto é o júri claro… «Eu dei-lhe uma, eles deram-lhe duas…» Ora isto deve ser o que fez com as tortas, sabem? (…)”.
Porém, o tribunal não é o único exemplo que evidencia o conceito de justiça na obra. Existe um poema no Capitulo 3 – “ Uma Maratona Eleitoral e uma Longa História”, que envolve um gato e um rato. O Poema trata de uma conversa entre estes dois animais, onde o gato quer levar o rato a tribunal. Porém, o rato diz que não valia a pena haver tribunal, pois não haviam nem juízes, nem jurados, na vida real sem estes componentes não haveria de facto tribunal. O gato então conclui dizendo que ele próprio vais ser os juízes e os jurados, porque ele só quer condenar e castigar o rato. Este exemplo também demonstra o principal factor da justiça nesta obra… a condenação.
Para concluir queria dizer que a justiça nesta obra de Lewis Carrol, foi já utilizada em tempos atrás, mas com a subtileza da escrita deste autor faz com que este conceito se torne fantástico e repleto de fantasia, pois o livro fala disso mesmo… da fantasia, do fantástico e da imaginação de todos nós.
Este livro é cheio de magia e de coisas fabulosas, mas como surgiu tudo isto?
Esta era uma curiosidade minha, e calculo que também seja vossa, e por isso decidi escrever sobre o nascer desta história.
Como já sabemos este livro foi escrito por Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll, nasceu em Inglaterra, foi matemático, lógico, fotógrafo e romancista.
Ingressou na Universidade de Oxford e foi convidado para aí permanecer como professor de Matemática.
Enquanto professor em Oxford, conheceu aquele que viria a ser o seu grande amigo, Henry Liddell, pai de 3 meninas.
No dia 4 de Julho de 1862 convidou as três filhas do seu amigo Liddell, que se chamavam Alice (com dez anos), Lorina e Edith, para um passeio de barco no rio Tâmisa. Durante o passeio as três meninas pediram para que lhes contasse uma história. Ele começou a contar uma história que deu origem à actual. Só quando o passeio acabou é que a história terminou. Nessa mesma noite, Lewis escreveu toda a história. Chamou-lhe Alice Debaixo da Terra. Só dois anos mais tarde, em 1864, é que a tornou a ler. Acrescentou-lhe algumas personagens, acrescentou alguns capítulos e alterou o título para Alice no País das Maravilhas.
Quem lê este livro e descobre um mundo de aventuras e personagens mirabolantes, onde tudo parece governado pelo acaso e criado ao sabor da imaginação de Lewis Carroll, engana-se.
Muitas das personagens e situações do livro foram inspirados em pessoas e factos reais pertencentes ao quotidiano de Lewis e da comunidade onde viveu.
Foi Alice Liddell, a filha do seu amigo, que inspirou Lewis para dar vida à pequena Alice. No entanto, apesar da proximidade entre ambas as diferenças eram também evidentes: Alice Liddell era uma rapariga morena, banal e insípida, ao contrário da Alice de Lewis que era loira, esperta e espevitada.
Lewis aproveitou as características mais marcantes de algumas dos seus colegas na Universidade de Oxford e utilizou-as na caracterização de algumas das personagens dos seus livros como por exemplo:
A Lagarta que dá conselhos a Alice que simboliza os professores e o seu colega Duckworth que inspira Lewis no desenho do Pato.
Também o dia do Lanche Maluco não é uma data ao acaso mas sim o dia de aniversário de Alice Liddell, 4 de Maio.
A história que o Chapeleiro e a Lebre de Março contam a Alice sobre as três irmãs que vivem num poço de mel, Elsie, Lacie e Tillie, refere-se às três irmãs Liddell.
Os poemas e os versos que Alice recita, e que parecem não ter sentido nenhum, são sátiras aos poemas enfadonhos que as crianças inglesas daquela época tinham que saber de cor.
Este livro contém inúmeros problemas de matemática e lógica ocultos. Muitos enigmas contidos na obra são imperceptíveis para os leitores actuais, pois continham referências da época, piadas locais e trocadilhos que só fazem sentido na língua inglesa.
Como as expressões idiomáticas ”louco como um Chapeleiro”, “louco como uma Lebre de Março” e “sorrir como um gato de Cheshire” (correntes no período vitoriano).
“Sopa de Tartaruga Fingida” corresponde à “Mock-Turtle Soup” corrente em Inglaterra, sendo um caldo feito com cabeça de vitela de modo a imitar sopa de tartaruga.
Nesta história não só podemos encontrar referências à época, a pessoas e ao próprio autor mas também podemos identificar locais / simbologias:
A nogueira onde aparece o Gato de Cheshire, o gato que está sempre a rir, ainda hoje pode ser vista no jardim do Colégio de Deanery.
Na Catedral de Ripon, existe talhada em madeira uma imagem de um grifo que serviu de inspiração para o Grifo amigo da Falsa Tartaruga,o grifo é também o símbolo do " Trinity College".
A Porta que Alice ordena ao criado Rã que abra, é a caricatura da porta Norman da sacristia da Igreja onde o pai de Lewis Carroll era Reverendo.
Gostei muito de ler este livro e por isso achei importante saber mais pormenorizadamente como foi criado e quais as influências na escrita de Lewis Carroll. Considero Alice no Pais das Maravilhas um livro que desperta curiosidades, mostra-nos coisas irreais e acho que é esse o motivo pelo qual é um livro tão apreciado pelas pessoas. O ser humano interessa-se pelo que não conhece, temos consciência das nossas limitações e andamos sempre com a sensação de que há muito por descobrir e este livro ajuda-nos a descobrir e a entrar num mundo maravilhoso.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Exercício escrito- 23/3/11 - resposta à primeira pergunta
- Resposta à primeira pergunta
Esta passagem da obra Alice no país das maravilhas situa-se no capítulo II. Este trecho inicia-se pouco após a Alice ter comido um bolo, que fez com que ela ficasse tão alta que batia com a cabeça no tecto. Então, apareceu um coelho que, perante tal criatura, fugiu deixando para trás as suas luvas e leque, com o qual Alice começou a refrescar-se. Em seguida, Alice começa a questionar-se sobre quem realmente é e chora desalmadamente. Rapidamente percebe que o leque está a fazer com que ela diminua de tamanho e larga-o, Alice teria agora pouco mais de meio metro. Esta escorrega e cai num mar que não era mais do que as lágrimas por ela derramadas.
António Afonso
sábado, 9 de abril de 2011
Correcção do teste de 23/03/2011
I
1.
Esta passagem situa-se no segundo capítulo do livro A Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.
Depois de crescer exponencialmente, Alice apercebe-se que já nem tem controlo nos seus próprios pés e cogita nas melhores maneiras de os poder calçar. Enquanto isto, Alice tem uma crise de identidade pessoal, não sabendo quem é realmente.
Ela está numa fase de transição entre a infância e adolescência. Nesta altura, dão-se muitas alterações numa pessoa. É isto que acontece com Alice, de uma forma um pouco exagerada. Nesta transição aparecem muitas dúvidas sobre quem somos, e Alice não é excepção.
Perante este repentino crescimento, Alice fica com dúvidas sobre quem ela é. Chega mesmo a pensar que pode ser alguma das suas amigas, Ada ou Mabel. A rapariga testa-se a si própria para tentar perceber se é alguma das duas amigas. Depois de um tempo de introspecção, Alice chora, pensando que ficará para sempre sozinha.
Dada a altura de Alice, as suas lágrimas formam um enorme rio, no qual ela nadará, quando, pouco tempo depois, voltar a diminuir.
2.
Perante uma brusca mudança física, Alice vê-se confusa quanto ao que é realmente, chegando a pensar: “deixa-me cá ver: seria eu a mesma pessoa quando me levantei esta manhã?” Com esta reflexão, Alice mostra que está a passar por uma crise de identidade pessoal. Chega o ponto (um tanto extremo e exagerado), de pensar que deixara de ser ela própria e se tornaria numa das suas amigas.
Alice está numa fase de transição, onde dúvidas como “Quem serei eu?” são frequentes. Mas ela chega mesmo a pensar que se tornou noutra pessoa, pois, no seu mundo tão próprio e com a sua imaginação e familiarização com o fantástico, tudo seria possível.
Estas dúvidas vão sendo combatidas ao longo da história, e Alice vai demonstrando mais confiança e maturidade.
3.
Vendo-se numa situação de dúvida e pensando que poderá ser alguma das suas amigas, Alice começa a auto-testar-se.
Depressa percebe que não pode ser Ada, pois, fisicamente, existem diferenças - Alice não tem um único caracol, enquanto que o cabelo de Ada se encontra cheio deles.
Resta-lhe ver se não se terá transformado em Mabel. Não repara em nenhum pormenor físico, concentrando-se apenas no que ela acha que melhor descreve Mabel – ignorância.
Alice não passa nos seus próprios testes de Matemática e Geografia e, por momentos, pensa que pode ser Mabel.
Um pouco depois, Alice pensa como será quando a forem procurar à toca. Ela diz que, perante um pedido que regresso, responderá “Então quem sou eu?” Se Alice estivesse ciente de que é Mabel não perguntaria isto. Possivelmente, ela não quer ser Mabel, pois não quer “ir viver para aquela casinha apertada, sem ter quase nenhuns brinquedos para brincar”.
Vê-se, então, novamente numa situação de dúvida. Não percebeu em quem se “transformou”.
4.
Tendo passado por todo o processo de introspecção, Alice continua sem perceber quem é realmente.
Mostra-se disposta a ser qualquer pessoa, na condição de gostar do escolhido – “se eu gostar dessa pessoa, eu subo; senão, fico cá em baixo ate ser outra pessoa qualquer”.
Vendo esta análise, percebemos que o conceito de identidade pessoal para Alice é algo muito vago. Para além de pensar que é outra pessoa, acha também que, com o decorrer do tempo, se poderá “transformar” ainda noutra.
Todo este espírito de inquietação e dúvida levam a rapariga a ficar sem saber quem é realmente.
A inquietação e o medo invadem-na e começa a chorar desalmadamente, pensando que ficará para sempre sozinha e que nunca saberá quem é.
II
1.
No livro Alice no País das Maravilha, existem várias marcas de referência ao termo justiça.
No primeiro caso participam a cadela, Fúria, e o rato. A cadela diz que quer condenar por “injúria capital”. O rato tenta defender-se, pedindo juiz e jurados. Perante tal sentença, a cadela afirma que ela própria seria juiz e jurada.
Dado que a cadela era maior e mais forte, o rato nada poderia fazer para se defender.
Outro exemplo é o julgamento de Alice por roubo de tartes. A rainha, que é mais forte, toma todas as decisões pois sabe que ninguém a poderá contrariar.
No livro Alice, ao falar de justiça, fala-se da chamada “lei do mais forte”, onde quem manda é o mais forte. Esta ideia está também presente no livro em termos de comida, pois, em diversas situações, se vê um animal comer outro, mais pequeno, mais fraco.
Ao inicio, Alice mostra desagrado face à ideia de justiça no seu país fantástico. Ela está habituada ao sistema de justiça do mundo real. É uma das vezes em que Alice pensa de acordo com a realidade e não com a fantasia.
III
Em Alice no País das Maravilhas, justiça é apresentada como “a lei do mais forte”. Decide sempre o mais forte, o maior, o que tem o poder… Não interessa se a razão está do lado do mais pequeno se ele não pode fazer nada para impedir os mais fortes, ou acaba na sua barriga!
Pessoalmente acho esta noção de justiça totalmente errada. Se, por exemplo, um homem grande, forte, corpulento, roubar uma rapariguinha de dez anos, este deverá sair impune? Deverá ser ele a decidir o que acontece? Como é óbvio, não. O senhor deverá ser castigado e o julgamento deverá ser feito por alguém totalmente imparcial.
A menina nada poderá fazer. Afinal, ela não pode lutar com o homem para recuperar o que é seu.
Segundo os meus padrões de justiça, os nossos direitos e deveres devem ser todos iguais, independentemente do nosso tamanho, cor de pele, crença religiosa, posição social…
Também acho que deve julgar alguém que não participou no crime. Essa pessoa deverá ser totalmente imparcial.
Justiça é isso mesmo, igualdade dos direitos. Pagar o mesmo pelo mesmo acto, independentemente de quem o realizou.
O conceito de justiça no livro da Alice existe naquele mundo de fantasia, mas tal não seria possível no mundo real.
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1. Esta passagem da obra situa-se no segundo capítulo; cujo título é referente ao lago de lágrimas.
Antes de Alice pegar o leque e as luvas tinha sofrido uma enorme tranformação ao comer o bolo; no qual nem ela própria se reconhecia; tinha aumentado significativamente o seu tamanho, e esse foi anteriormente um desejo de Alice para que conseguisse alcançar a chave que tinha ficado esquecida em cima da mesa e poder chegar ao jardim.
No entanto, com esta diferença de altura, a menina acabou por entrar em conflito com ela própria e a sua identidade, como é descrito no diálogo que Alice tem com o seu pé, como se fosse exterior à própria Alice.
É no meio deste misto de emoções que surge o coelho branco, que começa inicialmente o sonho de Alice, mas ía tão apressado que nem reparou na menina, deixando apenas cair as luvas e o leque, que são apanhadas pela Alice.
A seguir a esta passagem do texto Alice percebe que está a diminuir mas ainda consegue largar o leque que a fazia decrescer como o pavio de uma vela.
Alice, ao longo deste excerto, não se sente ela própria, sente-se “menos Alice”. Por este motivo, começa a decrescer e a ficar cada vez mais pequena até que se apercebe dos seus sessenta centímetros e se depara com o imenso mar de lágrimas que chorou; após uma longa reflexão sobre este mar e as suas vivências.
Em seguida, aparece o rato que, após alguns conflitos com Alice promete levar a menina até terra.
2. Ao longo de toda a obra, Alice necessita de vários momentos de reflexão consigo e sobre si.
A menina entra no mundo em que tudo é extraordinário, entra num mundo de fantasia; mas que é o próprio mundo dela; as inseguranças os sonhos; a descoberta. Alice sofre transformações ao longo da obra, que surgem na sequência do seu desejo, ou da necessidade da compreensão do seu interior.
Ao longo dos vários capítulos, Alice interroga-se sobre “ Quem é?” “O que é?” e isto leva-a a questões sobre a sua personalidade e mudança. Neste âmbito, Alice utiliza esta expressão; que demosntra a transformação rápida e inesparada de Alice e desejo de se descobrir cada vez mais e melhor.
3. Inicialmente, Alice afirma não ser a Mabel, devido à sua inteligência relativamente à menina da mesma idade. Neste momento, Alice diferência o facto da Mabel nunca poder ser ela; porque ela é; afirmando-se, assim, com confiança em relação a si própria. No entanto, logo de seguida, surge a incerteza e a dúvida. Por isso começa a testar os seus conhecimentos para conseguir concluir se é realmente a Mabel ou não. Após várias tentativas, Alice pensa ser realmenta a amiga devido, devido à sua falta de conhecimento, e decide que, se assim o for, quer ficar ali e não voltará para casa se não gostar da pessoa que realmente é. Mas, no final, Alice percebe que o que quer realmente é ir embora e não ficar ali sózinha, compreende afinal que é mesmo Alice e que, naquele momento, apesar as dúvidas e incertezas, o que mais quer é ser ela própria e poder voltar sem ter que estar ali sozinha.
III
Justiça é uma palavra que tem vindo a sofrer várias alterações ao longo do tempo. Estas mudanças tem por base conseguir generalizar este conceito para todos, igualmente.
Na minha opinião, há sem dúvida três bases em todas as sociedades: a política/ justiça; a educação e a saúde.
A política, deve ser feita com justiça e sem esta relação jamais a política pode ser verdadeira. A justiça implica várias coisas, como os direitos individuais , direitos sociais, direitos que conferem condições de convivência com os outros e vivências individuais de cada um de nós.
Quando falamos em justiça, o direito à defesa de cada um é essencial, e a necessidade de punição, reuniram a existência de tribunais, advogados e juizes para que, imparcialmente, ajudassem as pessoas a fazer a justiça nesta sociedade.
Quando digo que a base de um país está na justiça refiro-me principalmente ao facto de ser impossível viver sem ela, sem direitos, e são estas condições que levam à evolução de um país. Sem elas, nenhuma sociedade terá oportunidade de crescer. A educação para a justiça é também um dado fundamental e sem dúvida os cidadãos educados conseguem agir em conformidade com a justiça , o que passa por pensarmos em nós, nos outros, mas principalmente na coerência entre estas duas partes que só pode ser alcançada com consciência cívica e noção de valor da justiça.
O poder absoluto em nada ajuda à prática da justiça. Esta prática partilhada confere maior imparcialidade e rigor na sua aplicação. A forma da justiça deve ser principalmente considerada, independentemente do conteúdo que só deve surgir posteriormente.
A minha ideia de justuiça opõe-se à descrita na obra de Lewis Carrol; mas assemelha-se à ideia do autor e à critica da justiça, que, apesar de se modificar na minha opinião , nem nos nossos dias consegue ser uma justiça realmente verdadeira e despromovida de interesses, tanto a justiça como órgão institicional como o valor de justiça.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Correcção do teste
Grupo III
Para mim a ideia de justiça no "País das Maravilhas" está completamente deslocada e errada. Ajustiça deve ser sobre a igualdade entre todos, sobre a imparcialidade de quem tem a autoridade para condenar ou desculpar. É a possibilidade de nos podermos defender, de termos o mesmo direito que os outros, de podermos fazer o mesmo que os outros.
No livro da "Alice no País das Maravilhas" a noção de justiça nada tem a ver com isso. Provas sem nexo são apresentadas no tribunal, o Rei ou juiz nada sabem sobre as regras, da forma como um julgamento deve decorrer, os jurados não sabem como devem estar, alguns até adormecem em pleno julgamento, outros deixam de escrever o que acontece, porque, depois de perderem o giz descobrem que não conseguem escrever com o dedo. ao serem apresentadas provas que são totalmente irrelevantes no caso, são tidas em conta como significativas com justificações que não lembra a ninguém respeitar mas no País das Maravilhas é perfeitamente normal.neste mundo, a justiça tem a ver com o poder de cada um, ao serem acusados não existe escapatória possível.
Não existe nada parecido com justiça nesse País das Maravilhas, algo que devia ser arbitrário e imparcial, sem interesse para quem esta a jurar não é tido em conta no País das Maravilhas.
Para mim a ideia de justiça no "País das Maravilhas" está completamente deslocada e errada. Ajustiça deve ser sobre a igualdade entre todos, sobre a imparcialidade de quem tem a autoridade para condenar ou desculpar. É a possibilidade de nos podermos defender, de termos o mesmo direito que os outros, de podermos fazer o mesmo que os outros.
No livro da "Alice no País das Maravilhas" a noção de justiça nada tem a ver com isso. Provas sem nexo são apresentadas no tribunal, o Rei ou juiz nada sabem sobre as regras, da forma como um julgamento deve decorrer, os jurados não sabem como devem estar, alguns até adormecem em pleno julgamento, outros deixam de escrever o que acontece, porque, depois de perderem o giz descobrem que não conseguem escrever com o dedo. ao serem apresentadas provas que são totalmente irrelevantes no caso, são tidas em conta como significativas com justificações que não lembra a ninguém respeitar mas no País das Maravilhas é perfeitamente normal.neste mundo, a justiça tem a ver com o poder de cada um, ao serem acusados não existe escapatória possível.
Não existe nada parecido com justiça nesse País das Maravilhas, algo que devia ser arbitrário e imparcial, sem interesse para quem esta a jurar não é tido em conta no País das Maravilhas.
Correcção do teste
Grupo I, pergunta 2
Alice começa a duvidar e quem é pois o dia não lhe parece ser um dia normal. a menina começa a questionar-se sobre a possibilidade de já não ser a mesma. pensa se a mudança ocorreu de manha ou depois de cair no enorme buraco, pois tinha sido uma queda muito longa. para averiguar se continua a ser a mesma Alice pensa em todas as meninas que conhece da sua idade e compara-se com elas. Ao aperceber-se que já não sabe tudo o que sabia acha que pode ter sido trocada com a Mabel. Alice começa a duvidar de si mesma,começando a achar que já não é ela, que já não sabe quem é, que já não é inteligente, que tudo mudou e isso assusta a menina. não saber quem é e duvidar de si mesma são coisas que Alice sente e das quais não gostam pois fá-la sentir-se frágil, constrangida, duvidosa.
Alice começa a duvidar e quem é pois o dia não lhe parece ser um dia normal. a menina começa a questionar-se sobre a possibilidade de já não ser a mesma. pensa se a mudança ocorreu de manha ou depois de cair no enorme buraco, pois tinha sido uma queda muito longa. para averiguar se continua a ser a mesma Alice pensa em todas as meninas que conhece da sua idade e compara-se com elas. Ao aperceber-se que já não sabe tudo o que sabia acha que pode ter sido trocada com a Mabel. Alice começa a duvidar de si mesma,começando a achar que já não é ela, que já não sabe quem é, que já não é inteligente, que tudo mudou e isso assusta a menina. não saber quem é e duvidar de si mesma são coisas que Alice sente e das quais não gostam pois fá-la sentir-se frágil, constrangida, duvidosa.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Correcção do Teste Perguntas 1, 4, e Grupo III
1. Esta passagem faz parte do capítulo II e dá-se logo a seguir a Alice comer o bolo que a faz crescer, e de ter assustado o Coelho Branco ao pedir-lhe ajuda. Alice encontrava-se no Átrio e queria arranjar uma forma de entrar numa porta que levava a um jardim. Infelizmente, Alice naquele momento era demasiado grande para entrar e nada pôde fazer senão pedir ajuda.
Durante esta passagem Alice questiona sobre quem realmente seria, se era ela mesmo ou outra pessoa. Após tudo o que aconteceu até àquele momento, as coisas estranhas que se sucederam, Alice chega a um ponto no qual já não sabe o que se passa nem quem é. Esta passagem dá-se antes de Alice se aperceber que está a encolher devido ao leque que obteve do Coelho Branco.
4. Alice, sabendo que não é a Ada, não é a Mabel, e de certeza que não é Alice (segundo o seu pensamento), então, quem poderia ser ? É a pergunta para que Alice continua a tentar arranjar resposta. Perante a conclusão de que não é nenhuma delas e de que não consegue arranjar resposta à sua pergunta, Alice fica confusa, continua sem saber quem é e, se alguém vier buscá-la, ela só vai se lhe disserem quem é e se quiser ser essa pessoa, senão fica onde está até mudar. Alice, no entanto, já está tão cansada e confusa que desata a chorar e já não lhe interessa quem é, só quer ir embora.
Grupo III
A Justiça é, e deveria ser nalguns casos, a possibilidade de responsabilizar os crimes das pessoas e defender a inocência das mesmas. A Justiça deveria ser feita de igual forma, independentemente do sexo, raça e religião. Nem a posição de uma pessoa deveria importar. Justiça e igualdade para todos. "Deveria", a palavra usada acima, aplica-se perfeitamente na realidade. A Justiça deveria ser tudo aquilo que referi acima, mas nem sempre o é. Durante um julgamento as pessoas juram não mentir e dizer só a verdade e mais nada. isto não acontece, nem por parte do acusado, nem, por vezes, por parte da Justiça. Antigamente, no tempo da Monarquia, os reis e os nobres, e quem quer que tivesse poder e influência, é que realizavam o julgamento e aplicavam a Justiça. Mas esta justiça, não era feita a partir de leis ou a partir da verdade, mas sim a partir da vontade daquele que tinha poder. eram eles que decidiam, não a "Justiça", e ninguém os podia contestar quer estivessem certos ou não.
Hoje em dia pouco mudou, só o nome. De Monarquia, alguns passaram a Comunismo e outros a Democracia. Para alguém escapar à Justiça, como sempre, só precisam de dinheiro e, mais uma vez, este vem de pessoas com poder e influência. Simplesmente agora é mais subtil. Ainda assim, através de subornos e influência, os mais poderes conseguem sempre atropelar os mais fracos.
Isto não é Justiça, isto é exactamente o que o livro "Alice no País das Maravilhas" tenta mostrar, isto era, e ainda é, em alguns casos, a suposta "Justiça".
Durante esta passagem Alice questiona sobre quem realmente seria, se era ela mesmo ou outra pessoa. Após tudo o que aconteceu até àquele momento, as coisas estranhas que se sucederam, Alice chega a um ponto no qual já não sabe o que se passa nem quem é. Esta passagem dá-se antes de Alice se aperceber que está a encolher devido ao leque que obteve do Coelho Branco.
4. Alice, sabendo que não é a Ada, não é a Mabel, e de certeza que não é Alice (segundo o seu pensamento), então, quem poderia ser ? É a pergunta para que Alice continua a tentar arranjar resposta. Perante a conclusão de que não é nenhuma delas e de que não consegue arranjar resposta à sua pergunta, Alice fica confusa, continua sem saber quem é e, se alguém vier buscá-la, ela só vai se lhe disserem quem é e se quiser ser essa pessoa, senão fica onde está até mudar. Alice, no entanto, já está tão cansada e confusa que desata a chorar e já não lhe interessa quem é, só quer ir embora.
Grupo III
A Justiça é, e deveria ser nalguns casos, a possibilidade de responsabilizar os crimes das pessoas e defender a inocência das mesmas. A Justiça deveria ser feita de igual forma, independentemente do sexo, raça e religião. Nem a posição de uma pessoa deveria importar. Justiça e igualdade para todos. "Deveria", a palavra usada acima, aplica-se perfeitamente na realidade. A Justiça deveria ser tudo aquilo que referi acima, mas nem sempre o é. Durante um julgamento as pessoas juram não mentir e dizer só a verdade e mais nada. isto não acontece, nem por parte do acusado, nem, por vezes, por parte da Justiça. Antigamente, no tempo da Monarquia, os reis e os nobres, e quem quer que tivesse poder e influência, é que realizavam o julgamento e aplicavam a Justiça. Mas esta justiça, não era feita a partir de leis ou a partir da verdade, mas sim a partir da vontade daquele que tinha poder. eram eles que decidiam, não a "Justiça", e ninguém os podia contestar quer estivessem certos ou não.
Hoje em dia pouco mudou, só o nome. De Monarquia, alguns passaram a Comunismo e outros a Democracia. Para alguém escapar à Justiça, como sempre, só precisam de dinheiro e, mais uma vez, este vem de pessoas com poder e influência. Simplesmente agora é mais subtil. Ainda assim, através de subornos e influência, os mais poderes conseguem sempre atropelar os mais fracos.
Isto não é Justiça, isto é exactamente o que o livro "Alice no País das Maravilhas" tenta mostrar, isto era, e ainda é, em alguns casos, a suposta "Justiça".
segunda-feira, 21 de março de 2011
O Que É Para Mim Poesia?
Fui ao dicionário e procurei a palavra “poesia” e esta dizia: “ s.f. arte de fazer versos” boa!, perguntei a mim mesma “só isto?!” tanto falam as pessoas de que poesia é isto e aquilo e depois não a definem… talvez seja por isso mesmo, tal como o Amor todos têm uma mínima ideia do que é mas no entanto não o conseguem definir totalmente.
Do meu ponto de vista é um modo de expressão que revela uma maneira particular de ver aquilo que nos rodeia e apela mais para o nosso lado emocional do que intelectual. Recorre a todo o tipo de sentimentos desde a alegria à tristeza, do amor ao ódio, da paixão ao desinteresse… podendo servir de, a quem o interpreta, uma espécie de orientação ou apenas transmitir uma pequena mensagem que até àquela altura era necessária. É algo para além das letras e dos versos complexos, a poesia engloba tudo a nossa volta, para ver isso há que ler nas entrelinhas de cada estrofe, tentar entrar na cabeça do poeta e ter uma certa sensibilidade para poder sentir o que se sentiu quando o poema foi escrito.
Uma simples estrofe pode ser uma história de vida, uma experiência, uma emoção, um ensinamento, um viver que muita gente procura e não encontra e quem lê poesia deve muitas das vezes identificar-se com uma ou mais situações, o que pode trazer algum conforto para a própria pessoa.
E para ser possível obter este efeito a poesia tem que ter, no mínimo, um ponto de sinceridade. À que notar que o que é dito é verdadeiro mesmo quando o autor o tenta esconder subtilmente.
Poesia é mais que versos formados sejam eles simples ou complexos, é um ensinamento para além do que se lê, de como agir, ponderar e até mesmo viver.
Jolei Pena
terça-feira, 15 de março de 2011
Justiça
No seguimento de uma conversa com Alice, o rato explica-lhe a verdadeira razão do seu ódio por cães e gatos. Conta que um dia, passou por uma situação, a eu ver, bastante injusta. Disse-lhe que fora, um dia, acusado por Fúria, uma cadela. Era acusado de injúria capital e iria ser julgado sem tribunal, onde a cadela seria juiz e jurada. O rato achou esta situação extremamente injusta, pois ele não podia fazer nada contra a cadela, que era grande e forte e ele, não passava de um ratinho. Claro que, como tudo, no livro A Alice no País das Maravilhas o conceito de justiça não é igual ao do mundo real. Estamos a falar de um mundo de fantasia. Um mundo onde os animais falam e vêem as horas e onde as pessoas encolhem e diminuem.
Nesta passagem encontra-se a primeira referência ao conceito de justiça no livro. Este conceito de justiça é apresentado nesta historia de uma forma muito “sui generis”, pois ao contrário do conceito que existe na sociedade normal, onde a justiça é feita nos tribunais com todos intervenientes que o ser humano achou necessário, juiz, jurados, advogados… nada disso se passa com Alice e o seu mundo de fantasia. Nesse mundo dela, o conceito de justiça é transmitido pura e simplesmente em proveito próprio de uma única pessoa e não da sociedade. Neste caso em particular, da cadela. Ela prescindia de tudo para alcançar o seu objectivo imediato, comer o rato, para realizar os seus próprios desejos, sem pensar nas consequências que poderiam ter.
Alice no pais das maravilhas - Poema
O poema em questão retrata o motivo pelo qual o gato não gosta de cães nem de gatos.
O Rato encontra a Fúria no quintal e esta diz-lhe que o tem de levar a tribunal o Rato não concordo pois sem juízes e jurados seria a azáfama total e não haveria justiça.
A justiça neste poema é muito escassa uma vez que existiria uma parcialidade imensa se estes animais fossem a tribunal uma vez que o juiz era um dos “arguidos” decidindo obviamente a seu favor. Por tanto, neste caso, a justiça seria de acordo com “ a lei do mais forte” estando o rato em inferioridade pois para além de ser mais pequeno as leis da natureza ditam que os gatos comem ratos apesar de neste caso ser comer simplesmente por comer.
O conceito de justiça no livro " a Alice no Pais das Maravilhas"
Justiça: virtude moral que inspira o respeito pelos direitos de cada pessoa e a atribuição do que é devido a cada um.
Nesta parte do texto existe uma referência interessante em relação ao conceito de justiça. E isto porque? Essencialmente porque não é um conceito como o que estamos habituados. nesta passagem, capitulo três do livro, reparamos que o acusador, o juiz e o jurado irão ser a mesma pessoa, segundo a fala do Fúria, e que tal não é assim tão descabido. Assim como é normal que existam animais que falam, coelhos com olhos cor de rosa, que usam coletes e que até vêm as horas... Para este sitio tudo isto é algo normal, o que nos faz pensar que é um sitio diferente.
Voltando ao conceito de justiça, a partir desta parte do texto ficamos com a impressão de que a justiça é algo que é aplicado pelo "mais forte" e que não existem regras fixas. O que o mais forte achar correcto é o que irá acontecer. Não sendo preciso mais ninguém sem serem as pessoas em questão para aelaboraçao de um julgamento.
Na minha opinião, é algo com um conceito que pouco ou nada tem a ver com o nosso conceito de justiça, nao apoia a igualdade, nem a requer a opinião de outros exteriores aos assuntos em questão.
Nesta parte do texto existe uma referência interessante em relação ao conceito de justiça. E isto porque? Essencialmente porque não é um conceito como o que estamos habituados. nesta passagem, capitulo três do livro, reparamos que o acusador, o juiz e o jurado irão ser a mesma pessoa, segundo a fala do Fúria, e que tal não é assim tão descabido. Assim como é normal que existam animais que falam, coelhos com olhos cor de rosa, que usam coletes e que até vêm as horas... Para este sitio tudo isto é algo normal, o que nos faz pensar que é um sitio diferente.
Voltando ao conceito de justiça, a partir desta parte do texto ficamos com a impressão de que a justiça é algo que é aplicado pelo "mais forte" e que não existem regras fixas. O que o mais forte achar correcto é o que irá acontecer. Não sendo preciso mais ninguém sem serem as pessoas em questão para aelaboraçao de um julgamento.
Na minha opinião, é algo com um conceito que pouco ou nada tem a ver com o nosso conceito de justiça, nao apoia a igualdade, nem a requer a opinião de outros exteriores aos assuntos em questão.
Conceito de justiça contido na página 35 do livro “Alice no País das Maravilhas”
Neste excerto podemos encontrar uma critica implícita à justiça.
Ao iniciarmos a leitura nesta passagem da obra, o primeiro nome que surge é “Fúria”, uma denominação que nos remete para uma conotação negativa, sendo esta a imagem tida pelo rato, que simboliza o réu e todos os cidadãos, que olham para a justiça com alguma dúvida.
Depois o rato apresenta o motivo pelo qual o querem levar a tribunal, e mostra também, que, apesar de ser infundado na sua prespectiva, a forma como isso é vantajoso para a cadela, que tinha desde o início o intuito de o comer.
O rato diz claramente não gostar de cães e explica que esta inimizade, se deve ao modo como aquela cadela agiu consigo, mostrando um profundo sentimento de injustiça.
Outro dos aspectos que podemos deduzir neste excerto, é o poder absoluto que é assumido pelos tribunais o que nem sempre os permite actuar da forma mais correcta; podemos observer esta critica quando a cadela assume um papel totalitário dizendo ser juiz e jurada, de modo a poder proceder como ambicionava.
Podemos também concluir através do efeito visual apresentado por esta passagem, que a justiça é longa e turtuosa, tal como o angústia daquele rato em relação ao que à partida deveria ser e a maneira como realmente funciona.
Numa outra vertente, podemos observar o domínio dos mais poderosos em relação aos desprotegidos, como nos é apresentado ao longo do livro e nesta história específicamente pela relação estabelecida a nível alimentar entre os animais.
O conceito de justiça para o autor em nada corrobora com a forma que é aplicada; demonstrando-o através desta narração.
Alice no País das Maravilhas
Vivemos num país de direito em que a justiça é a aplicação das leis pelos juízes, após a sua interpretação dos factos, ouvindo ou não a opinião dos jurados.
No caso apresentado no texto da obra “Alice no País das Maravilhas”, o gato Fury pretende fazer aquilo a que normalmente se denomina justiça pelas próprias mãos, ou seja, ser ele, enquanto cidadão comum, a julgar e a condenar à morte o rato, vingando-se assim deste.
Não devemos assim cometer o tipo de justiça aplicada pelo gato Fury ao rato, e só pelo facto de por vezes sermos superiores ou com mais poder do que os outros, não devemos utilizar a nossa superioridade para fazer da nossa razão a lei.
Esta passagem é fruto da imaginação de Alice e por isso tudo é possível, pois a sua imaginação não tem limites.
Poema de Alice no País das Maravilhas
Depois daquilo que já analisámos nas aulas em relação a esta obra, já percebemos que o Mundo real e o Mundo de Alice, são dois mundos totalmente distintos.
Alice tem um Mundo próprio, no qual é movida pela sua imaginação, onde esta nunca atinge os limites.
Esta passagem recai novamente sobre um tópico que ja foi referido anteriormente, o facto de animais comerem outros animais, mas esta passagem enquadra-se no tema da justiça.
Como sabemos, no Mundo real a justiça é, supostamente, algo bom, que aplica as Leis e que combate o mal... Mas no Mundo de Alice é o contrário, é algo falso que serve para enganar.
Nste caso, a Fúria que queria comer o Rato, chamou-o a tribunaltentando acusá-lo de algo que não fez, chamando assim a sua atenção.
Podemos interpretar que nesta passagem, a Justiça representa um meio intermediário para praticar o Mal.
Estamos perante uma situação de contraste sobre a justiça, o que serve para intensificar ainda mais a ideia de que os dois Mundos são completamente diferentes!
10ºB
nº23
Alice tem um Mundo próprio, no qual é movida pela sua imaginação, onde esta nunca atinge os limites.
Esta passagem recai novamente sobre um tópico que ja foi referido anteriormente, o facto de animais comerem outros animais, mas esta passagem enquadra-se no tema da justiça.
Como sabemos, no Mundo real a justiça é, supostamente, algo bom, que aplica as Leis e que combate o mal... Mas no Mundo de Alice é o contrário, é algo falso que serve para enganar.
Nste caso, a Fúria que queria comer o Rato, chamou-o a tribunaltentando acusá-lo de algo que não fez, chamando assim a sua atenção.
Podemos interpretar que nesta passagem, a Justiça representa um meio intermediário para praticar o Mal.
Estamos perante uma situação de contraste sobre a justiça, o que serve para intensificar ainda mais a ideia de que os dois Mundos são completamente diferentes!
10ºB
nº23
Alice no País das Maravilhas
Alice quando conhece o rato apercebe-se que este não gosta nem de gatos nem de cães. Isto suscitou-lhe interesse, ao ponto de fazer pressão ao rato para que este lhe expplicasse o porquê de não gostar.
Nesta passagem o rato dá-lhe a tal explicação. Basicamente, este tem medo por ser um animal menor, pois segundo a lei da vida animal os ratos são ingeridos pelos gatos.
Podemos comparar o rato com Alice. A menina quando está pequena tem medo dos grandes e quando se encontra grande não tem medo de ninguém, contudo poderemos perceber melhor este lado após a leitura do capítulo quatro, pois quando se encontra pequena até medo do coelho tem.
Porém existe também outra comparação, com o mundo real. Na nossa realidade o "maior" ou "menor", dito por outras palavras o "superior" e o "inferior", estão bem presentes. Aqueles que têm maiores capacidades e conhecimentos no mundo, aproveitam-se dos que realmente têm de trabalhar. Os governantes e os jurados são exemplos de pessoas assim.
Nesta passagem o rato dá-lhe a tal explicação. Basicamente, este tem medo por ser um animal menor, pois segundo a lei da vida animal os ratos são ingeridos pelos gatos.
Podemos comparar o rato com Alice. A menina quando está pequena tem medo dos grandes e quando se encontra grande não tem medo de ninguém, contudo poderemos perceber melhor este lado após a leitura do capítulo quatro, pois quando se encontra pequena até medo do coelho tem.
Porém existe também outra comparação, com o mundo real. Na nossa realidade o "maior" ou "menor", dito por outras palavras o "superior" e o "inferior", estão bem presentes. Aqueles que têm maiores capacidades e conhecimentos no mundo, aproveitam-se dos que realmente têm de trabalhar. Os governantes e os jurados são exemplos de pessoas assim.
Alice no País das Maravilhas
Neste texto o rato explica à Alice o motivo pelo qual não gosta de cães nem de gatos.
Conta-lhe que em tempos se viu numa situação injusta e complicada, em que uma cadela chamada Fúria o tentou enganar e assustar dizendo que o ia condenar por injúria capital, simplesmente por o querer comer. O rato, talvez tentando disfarçar o seu medo, foi na conversa dizendo que isso era um disparate e que ele não ia ser julgado pois nem sequer tinham juiz ou jurado. A Fúria, mostrando que o rato não tinha escapatória possível, disse que ela seria o juiz e o jurado.
O conceito de justiça que esta historia me transmite é que os mais fortes prevalecem sobre os mais fracos e dominam as situações, simplesmente porque podem e mesmo que injustamente. Isto porque a cadela tentou intimidar o rato e disse ser ela a juiz e jurada, ou seja, disse que ela é que decidia, simplesmente por ser mais forte e mesmo não tendo razão, o rato não tinha escolha nem voto na matéria, pois ele não tinha como se defender.
O Conceito de Justiça em "Alice no País das Maravilhas"
A Justiça no livro "Alice no País das Maravilhas" é um conceito um pouco egoísta, ou seja, no mundo de Alice os tribunais, os juízes, os jurados e até as próprias leis não interessam, o que realmente interessa é o castigo da pessoa a ser condenada e nada mais.
O excerto escolhido exemplifica essa afirmação. O Poema trata de uma conversa entre um gato e um rato, onde o gato quer levar o rato a tribunal. Porém, o rato diz que não valia a pena haver tribunal, pois não haviam nem juízes, nem jurados, na vida real sem estes componentes não haveria de facto tribunal. Mas, não estamos no mundo real, estamos no mundo de Alice onde a justiça em si é um ponto muito diferente. O gato então conclui dizendo que ele próprio vais ser os juízes e os jurados, porque ele só quer condenar e castigar o rato.
Para concluir queria dizer que, mesmo que não exista a justiça no mundo de Alice como nós vemos no mundo real, há de facto um importante factor que de certa forma "apaga" os outros factores do meio . . . a concdenação.
O excerto escolhido exemplifica essa afirmação. O Poema trata de uma conversa entre um gato e um rato, onde o gato quer levar o rato a tribunal. Porém, o rato diz que não valia a pena haver tribunal, pois não haviam nem juízes, nem jurados, na vida real sem estes componentes não haveria de facto tribunal. Mas, não estamos no mundo real, estamos no mundo de Alice onde a justiça em si é um ponto muito diferente. O gato então conclui dizendo que ele próprio vais ser os juízes e os jurados, porque ele só quer condenar e castigar o rato.
Para concluir queria dizer que, mesmo que não exista a justiça no mundo de Alice como nós vemos no mundo real, há de facto um importante factor que de certa forma "apaga" os outros factores do meio . . . a concdenação.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Alice no País das Maravilhas
Nesta passagem do texto de “Alice no país das maravilhas”, existe um diálogo entre o Rato e o Fúria, a cadela. Muitas vezes ao longo da obra de Alice, existe a relação entre a presa e o caçador, e este poema expõe essa ideia. O Fúria ao dizer ao Rato que ele foi condenado por injúria capital, está a tentar dizer indirectamente que o Rato não terá escapatória e em breve será comido. O Rato espantado com a sua ordem, acha que ele não está a falar a sério e que tudo não se passa de um meio para o assustar. Ainda acrescenta que não o poderá julgar por não haver membros do jurado, e com isto a cadela responde que ele mesmo será o juiz e o jurado, pois é ele que decidirá se o irá comer ou não.
Neste caso a palavra “justiça” tem muito a ver com a passagem referida. Por vezes quem tem a vida do acusado nas mãos são os membros do jurado que irão decidir como ele irá passar o resto da sua vida, e isso relaciona-se com a vida em risco do Rato imposta pela cadela.
Neste caso a palavra “justiça” tem muito a ver com a passagem referida. Por vezes quem tem a vida do acusado nas mãos são os membros do jurado que irão decidir como ele irá passar o resto da sua vida, e isso relaciona-se com a vida em risco do Rato imposta pela cadela.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Poesia
Poesia
Para que a comunicação entre as pessoas seja possível, a maioria das palavras tem uma definição que à partida é idêntica para todos nós. No entanto todas os vocábulos têm uma subjectividade inerente…
Todos vemos as coisas de forma diferente e o valor que lhes é conferido também diverge.
A poesia não é exepção, temos uma ideia do que significa, contudo cada um possui a sua própria percepção relativamente à mesma, seja pela forma ou pelo conteúdo.
Para mim a poesia é mais do que um jogo de palavras construído com o objectivo de rimar e soar harmoniosamente, porque assim sendo todos nós seríamos poetas.
Quando leio um poema hoje, consigo compreender precisamente a mensagem que me parece mais relevante, o que não significa que quando o ler amanhã o interpréte da mesma forma, porque a real poesia não é aquela que está escrita em versos e forma um grandioso peoma.
A verdadeira poesia está na cabeça e no coração do poeta e só um autêntico autor consegue transpô-la para as entrelinhas de um poema.
A singularidade de encontrar conceituados poemas, está na procura de os interpretar tal como o escritor o projectou e concebeu.
Para mim, poesia não é a que deslumbra à primeira vista, mas aquela que nos oferece alguns obstáculo e que requer uma redobrada atenção e disponibilidade da nossa parte.
É esta a linha ténue que separa os versos que pela sua forma aparentam ser poesia e um poema que através do seu conteúdo transparece poesia.
Para que a comunicação entre as pessoas seja possível, a maioria das palavras tem uma definição que à partida é idêntica para todos nós. No entanto todas os vocábulos têm uma subjectividade inerente…
Todos vemos as coisas de forma diferente e o valor que lhes é conferido também diverge.
A poesia não é exepção, temos uma ideia do que significa, contudo cada um possui a sua própria percepção relativamente à mesma, seja pela forma ou pelo conteúdo.
Para mim a poesia é mais do que um jogo de palavras construído com o objectivo de rimar e soar harmoniosamente, porque assim sendo todos nós seríamos poetas.
Quando leio um poema hoje, consigo compreender precisamente a mensagem que me parece mais relevante, o que não significa que quando o ler amanhã o interpréte da mesma forma, porque a real poesia não é aquela que está escrita em versos e forma um grandioso peoma.
A verdadeira poesia está na cabeça e no coração do poeta e só um autêntico autor consegue transpô-la para as entrelinhas de um poema.
A singularidade de encontrar conceituados poemas, está na procura de os interpretar tal como o escritor o projectou e concebeu.
Para mim, poesia não é a que deslumbra à primeira vista, mas aquela que nos oferece alguns obstáculo e que requer uma redobrada atenção e disponibilidade da nossa parte.
É esta a linha ténue que separa os versos que pela sua forma aparentam ser poesia e um poema que através do seu conteúdo transparece poesia.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
POESIA
Poesia é um desabafo do que somos e sentimos. Espontaneidade. Simplicidade das emoções que se declaram em palavras. Verdade, amor, paixão, instinto. Poesia é uma parte de nós em algumas sentenças.
A morte chega cedo,
Pois breve é toda a vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.
O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.
E a tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.
(Fernando Pessoa)
Para mim, isto é poesia!
A morte chega cedo,
Pois breve é toda a vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.
O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.
E a tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.
(Fernando Pessoa)
Para mim, isto é poesia!
O INDIVIDUALISMO E O EGOISMO NA SOCIEDADE
No nosso dia-a-dia são frequentes as marcas de egoísmo e individualismo na sociedade. A lei que vigora é a lei do mais forte, e cada vez mais se pensa que para ir longe temos de nos concentrar em nós próprios.
Na rua, na televisão… por toda a parte vemos exemplos de que cada vez as pessoas se isolam mais. Há algum tempo vi uma notícia que me chocou. Uma senhora morrera no seu apartamento e só passados nove anos descobriram o seu corpo. Este foi descoberto pelas finanças, pois a senhora devia já bastante dinheiro. Como é possível que nem família, amigos, vizinhos…ninguém tenha dado pela falta desta senhora?
Exemplos com este fazem-nos pensar na importância de viver em sociedade, relacionarmo-nos bem com as pessoas e viver com os outros também. Afinal ninguém quer acabar sozinho como esta senhora. Todos os dias vemos mendigos na rua. Sozinhos, sem comida ou casa e poucos são os que mostram compaixão por eles. Essa exclusão social é um terrível factor resultante do egoísmo.
O individualismo resulta também na falta de coesão social entre classes e grupos sociais. Por vezes temos de trabalhar todos em conjunto para um resultado colectivo melhor e não apenas pensar nos nossos próprios privilégios esquecendo todos os outros.
Outro grande exemplo, vivenciado por nós também todos os dias é a família. Esta é como um suporte de estabilidade social. Com o egoísmo e a falta de união, cada pequena família (pais e filhos) vive à sua maneira, sem se lembrar do resto da família. Quando na realidade se deviam apoiar em tudo. É isso que uma família deveria ser.
Se deixássemos de pensar individualmente e começássemos a agir mais como um todo, uma sociedade que somos, a nossa qualidade de vida subiria, haveria menos pobreza e infelicidade e menos diferenças sociais e económicas.
Na rua, na televisão… por toda a parte vemos exemplos de que cada vez as pessoas se isolam mais. Há algum tempo vi uma notícia que me chocou. Uma senhora morrera no seu apartamento e só passados nove anos descobriram o seu corpo. Este foi descoberto pelas finanças, pois a senhora devia já bastante dinheiro. Como é possível que nem família, amigos, vizinhos…ninguém tenha dado pela falta desta senhora?
Exemplos com este fazem-nos pensar na importância de viver em sociedade, relacionarmo-nos bem com as pessoas e viver com os outros também. Afinal ninguém quer acabar sozinho como esta senhora. Todos os dias vemos mendigos na rua. Sozinhos, sem comida ou casa e poucos são os que mostram compaixão por eles. Essa exclusão social é um terrível factor resultante do egoísmo.
O individualismo resulta também na falta de coesão social entre classes e grupos sociais. Por vezes temos de trabalhar todos em conjunto para um resultado colectivo melhor e não apenas pensar nos nossos próprios privilégios esquecendo todos os outros.
Outro grande exemplo, vivenciado por nós também todos os dias é a família. Esta é como um suporte de estabilidade social. Com o egoísmo e a falta de união, cada pequena família (pais e filhos) vive à sua maneira, sem se lembrar do resto da família. Quando na realidade se deviam apoiar em tudo. É isso que uma família deveria ser.
Se deixássemos de pensar individualmente e começássemos a agir mais como um todo, uma sociedade que somos, a nossa qualidade de vida subiria, haveria menos pobreza e infelicidade e menos diferenças sociais e económicas.
domingo, 9 de janeiro de 2011
“Pedaços de Ternura” de Dorothy Koomson
É um livro cativante e de fácil leitura, tal como todos os livros desta autora foca problemas actuais e preocupantes, como o alcoolismo e o sentimento de abandono e as diferentes formas como as crianças podem lidar com ele.
Um dos aspectos que mais me interessou foi a carga emocial presente em cada uma das personagens, e a forma como como as suas vidas se interligaram, demostrando um grande lado humano em todo o livro. Gostei muito!
Um dos aspectos que mais me interessou foi a carga emocial presente em cada uma das personagens, e a forma como como as suas vidas se interligaram, demostrando um grande lado humano em todo o livro. Gostei muito!
Sintese da apresentação
O texto que me coube analisar é um excerto dos “Cadernos de Lanzarote” , uma obra de José Saramago.
Saramago nasceu na Golegã e morreu em Lanzarote, foi escritor, argumentista, comentador… Este escritor português, teve bastante reconhecimento não só em Portugal como também no estrangeiro, sendo um dos responsáveis pela divulgação da prosa escrita na nossa língua, ganhou o prémio Nobel da Literatura e o premio de Camões.
José Saramago foi inspirado a escrever “Os Cadernos de Lanzarote” pela sua família que simbolicamente lhe ofereceu um caderno para que os seus dia fossem registados.
Posteriormente à leitura do excerto do manual identificamos três elementos principais: o ciclope, a máquina fotográfica e o diário.
O ciclope era um ser mítico, que personifica muitos dos nossos medos, era descrito como um terrível monstro gigante de um só olho no meio da testa, que muitos acreditavam ser impeditivo para que o ciclope conseguisse distinguir os seus amigos e inimigos.
Outro dos elementos , a máquina fotográfica; consegue captar aquilo que nem nós próprios conseguimos ver, os nossos sentimentos mostrando muitas vezes fragilidades que preferimos guardar só para nós, momentos inexplicáveis. A fotografia pode ter um carácter intimista ou público se for assumida como forma de arte, acaba por ser uma visão real do mundo que facilita a comunicação entre as pessoas.
Por fim o diário, um elemento diferente para cada um de nós e muito distinto das autobiografias, é uma representação do nosso dia-a-dia.
Ter um diário é uma forma de nos conhecermos melhor a nós próprios, uma maneira de decifrar o nosso interior e compreendermo-nos melhor, acaba por ser também o último refugio dos nossos sonhos, um “amigo”, um confidente e um parceiro de dialogo.
Pode também suscitar em nós um sentimento contraditório entre querer guardar um segredo e a necessidade de o partilhar, sendo uma interiorização e exteriorização, mas através do diário sabemos que o remetente e o destinatário são a mesma pessoa e a personagem principal do diário.
Concluindo acaba por ser um conhecimento de nós próprios dai maioritariamente não o querermos partilhar.
Todos estes elementos estão relacionados entre si por exemplo, o diário pode ser fotográfico ou escrito e retrata momentos importantes, marcam também a diferença no tempo, o diário é escrito periodicamente e tal como a fotografia retratam a evolução interior e exterior.
A fotografia tem flash tal como os ciclopes estão associados aos raios de Zeus, e com o seu olho estratégico tal como a objectiva da máquina fotográfica a sua luz pode ser representativa do conhecimento ou pelo contrario da destruição, metamorficamente associada ao ciclope, é também uma luz eu se abre sobre nós para mostrar e expor o nosso interior, tal com o acontece no diário.
Com as fotografias ou o diário é fácil estudar a nossa personalidade, através da expressão corporal ou até mesmo pela nossa letra e ambos podem ter um alcance inimaginável que queremos guardar só para nós.
Relacionando estes elementos com o texto, a tal muralha que colocamos à nossa volta para nos proteger é muitas vezes testada por fenómenos exteriores e mesmo quando pensamos que continuamos protegidos à determinados aspectos que os outros conseguem desvendar.
Saramago nasceu na Golegã e morreu em Lanzarote, foi escritor, argumentista, comentador… Este escritor português, teve bastante reconhecimento não só em Portugal como também no estrangeiro, sendo um dos responsáveis pela divulgação da prosa escrita na nossa língua, ganhou o prémio Nobel da Literatura e o premio de Camões.
José Saramago foi inspirado a escrever “Os Cadernos de Lanzarote” pela sua família que simbolicamente lhe ofereceu um caderno para que os seus dia fossem registados.
Posteriormente à leitura do excerto do manual identificamos três elementos principais: o ciclope, a máquina fotográfica e o diário.
O ciclope era um ser mítico, que personifica muitos dos nossos medos, era descrito como um terrível monstro gigante de um só olho no meio da testa, que muitos acreditavam ser impeditivo para que o ciclope conseguisse distinguir os seus amigos e inimigos.
Outro dos elementos , a máquina fotográfica; consegue captar aquilo que nem nós próprios conseguimos ver, os nossos sentimentos mostrando muitas vezes fragilidades que preferimos guardar só para nós, momentos inexplicáveis. A fotografia pode ter um carácter intimista ou público se for assumida como forma de arte, acaba por ser uma visão real do mundo que facilita a comunicação entre as pessoas.
Por fim o diário, um elemento diferente para cada um de nós e muito distinto das autobiografias, é uma representação do nosso dia-a-dia.
Ter um diário é uma forma de nos conhecermos melhor a nós próprios, uma maneira de decifrar o nosso interior e compreendermo-nos melhor, acaba por ser também o último refugio dos nossos sonhos, um “amigo”, um confidente e um parceiro de dialogo.
Pode também suscitar em nós um sentimento contraditório entre querer guardar um segredo e a necessidade de o partilhar, sendo uma interiorização e exteriorização, mas através do diário sabemos que o remetente e o destinatário são a mesma pessoa e a personagem principal do diário.
Concluindo acaba por ser um conhecimento de nós próprios dai maioritariamente não o querermos partilhar.
Todos estes elementos estão relacionados entre si por exemplo, o diário pode ser fotográfico ou escrito e retrata momentos importantes, marcam também a diferença no tempo, o diário é escrito periodicamente e tal como a fotografia retratam a evolução interior e exterior.
A fotografia tem flash tal como os ciclopes estão associados aos raios de Zeus, e com o seu olho estratégico tal como a objectiva da máquina fotográfica a sua luz pode ser representativa do conhecimento ou pelo contrario da destruição, metamorficamente associada ao ciclope, é também uma luz eu se abre sobre nós para mostrar e expor o nosso interior, tal com o acontece no diário.
Com as fotografias ou o diário é fácil estudar a nossa personalidade, através da expressão corporal ou até mesmo pela nossa letra e ambos podem ter um alcance inimaginável que queremos guardar só para nós.
Relacionando estes elementos com o texto, a tal muralha que colocamos à nossa volta para nos proteger é muitas vezes testada por fenómenos exteriores e mesmo quando pensamos que continuamos protegidos à determinados aspectos que os outros conseguem desvendar.
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